Orlando

Epic Universe com Criança de 4 Anos: Nosso Vlog Completo com Preços Reais (Vale a Pena?)

Nossa expectativa estava nas alturas para conhecer o Epic Universe, o parque mais novo e tecnológico da Universal em Orlando. Como viajantes experientes focados em aproveitar o melhor do turismo com inteligência (sempre de olho nos benefícios de milhas e status), sabíamos que precisávamos de uma estratégia impecável para curtir esse dia com o Samuel, nosso pequeno aventureiro de 4 anos.

A ideia era desbravar cada canto desse universo gigantesco, testando na prática como as atrações, a comida e a dinâmica funcionam para quem viaja em família. E claro, sempre mostrando os valores reais para você planejar o seu bolso. Prepare-se para um dia intenso, com direito a criança acordando animada para correr com o Mario, um banho inesperado na fila de uma atração, e um pedido de almoço que terminou em um belo arrependimento. Vem com a gente descobrir se o Epic Universe realmente vale todo esse hype!

A confusão na entrada antecipada e o truque do carrinho de bebê

Nosso dia começou cedo no Terra Luna Resort, nosso hotel da Universal. Em apenas 6 minutos de viagem no ônibus do complexo (que estava bem lotado), chegamos à porta do Epic Universe. Fomos direto para as catracas da extrema direita (nossa dica de ouro, pois costumam fluir de maneira muito mais rápida) e entramos no parque.

A nossa grande carta na manga para o dia era o Early Park Admission, um benefício para hóspedes da Universal que permite curtir as atrações uma hora antes do público geral. No entanto, a teoria foi bem melhor que a prática. A verificação desse benefício de entrada antecipada foi muito caótica. Essa checagem não é feita na catraca principal, mas sim lá na frente, antes de subir a escada rolante do grande tubo verde do Mario.

O esperado era que mostrássemos a chave do quarto (o cartão do hotel) para provar que éramos hóspedes. Porém, a organização se perdeu completamente. Havia tanta gente aglomerada e o processo estava tão confuso que nós nem chegamos a mostrar nada para os funcionários e já fomos liberados para subir! Faltou bastante controle nessa parte.

Ainda sobre a entrada do Super Nintendo World, vai aqui um detalhe importante sobre os carrinhos de bebê. A orientação inicial de alguns funcionários era deixar o carrinho do lado de fora do enorme tubo verde da entrada. Nós até deixamos o nosso lá fora no começo, mas depois descobrimos que tem espaço sim na área do Mario para estacionar! Antes de subir a escada rolante do tubo verde, é perfeitamente possível entrar à direita com o carrinho, o que facilita demais a vida de quem viaja com crianças pequenas.

E falando em carrinho, o modelo que alugamos com a Florida Plus foi o verdadeiro salvador da pátria para o Samuel descansar durante a maratona que estava por vir.

Acelera, Mario! Nossa experiência na Mario Kart e os jogos interativos

A primeira grande missão do dia foi a atração Mario Kart Bowser’s Challenge. O Samuel acordou super animado e, para nosso alívio, passou na medição de altura ali, raspando! A atração é um espetáculo visual e usa óculos de realidade aumentada acoplados no chapéu do Mario. O grande teste era saber se o equipamento ficaria bem em uma criança de 4 anos, e felizmente coube direitinho na cabeça do Sam. Foi uma experiência incrível em família.

Para a imersão ficar completa na área da Nintendo, investimos na pulseira interativa Power-Up Band (que custa um pouco mais de 40 dólares). Com ela, o Samuel brincou de socar os blocos, participando dos mini-jogos para coletar as chaves virtuais.

E aqui vai a nossa opinião mais sincera sobre a área do Mario: nós achamos que os mini-jogos espalhados pelo cenário foram muito mais legais e divertidos do que as atrações em si! O Samuel adorou a brincadeira interativa, e nós amamos ver a carinha de fascínio dele participando ativamente de tudo.

A montanha-russa do Donkey Kong e a salvação da mochila

Na sequência, encaramos a área do Donkey Kong para ir na Mine-Cart Madness. Ficamos mais de 1 hora na fila (fila mais chata! sem nada para olhar e interagir). A nossa salvação foram os lanchinhos do Walmart que trouxemos na mochila para economizar e distrair o pequeno. Uma barrinha de cereal aqui, uns morangos no saquinho Ziploc ali, e conseguimos contornar a impaciência dele.

Como o Samuel não queria ir, fomos os três juntos para a fila de Single Rider com o objetivo de usar o Child Swap. Para quem não conhece, o Rudi explicou no vídeo que é exatamente o mesmo esquema do Rider Switch da Disney (onde um adulto vai na atração enquanto o outro fica com a criança na sala de espera e, depois, eles trocam de lugar sem precisar pegar a fila de novo).

Eu fui primeiro enquanto a Carol ficou na Family Room com o Sam. E depois a Carol foi na montanha-russa sem pegar fila novamente, enquanto eu fiquei com Sam. O grande perrengue foi que ele ficou bem entediado aguardando na salinha.

Sobre a montanha-russa do Donkey Kong, a minha opinião é muito direta: a atração é espetacular! O carrinho simula perfeitamente a sensação de saltar por cima dos trilhos quebrados, igualzinho ao videogame clássico.

Almoço no Toadstool Cafe e o desastre da pizza desconstruída

Com a fome apertando, fomos conhecer o famosíssimo Toadstool Cafe. O ambiente é super imersivo, com janelas digitais espalhadas pelo salão que, de vez em quando, mostram o Bowser invadindo o restaurante.

A experiência gastronômica dividiu opiniões. Eu fui no seguro e pedi o Mario Burger. É um hambúrguer muito honesto, com bastante bacon e muito saboroso (a dica é comer com as mãos mesmo para não desmontar tudo no prato).

Já a Carol foi inventar moda e pediu a famosa Pizza Desconstruída. Foi um arrependimento amargo! O prato era basicamente uma crosta de massa de pizza cobrindo uma sopa super apimentada de pepperoni. Não agradou nem um pouco o paladar dela. Brinquei que ela deveria ter pedido o hambúrguer de frango do Luigi para evitar a frustração, mas como ela detesta molho pesto, acabou caindo na armadilha da sopa de pizza. O Samuel ficou com um prato infantil de espaguete que vinha com uma caixa surpresa bem divertida.

Saindo do almoço, queríamos muito a foto com o Mario e o Luigi. Mas quem vê o sorriso na foto não imagina a realidade dos bastidores. Não teve nenhum glamour! Eu e o Samuel tivemos que sentar no chão verde da área por um bom tempo, esperando a troca de turnos dos personagens para conseguir garantir a nossa vez. Pelo menos a lembrança ficou linda!

A escolha do roteiro: Por que pulamos o Dark Universe

Durante o nosso planejamento e transição para a parte da tarde, tomamos uma decisão muito consciente em família. Nós passamos direto pelo Dark Universe, a área dedicada aos monstros clássicos da Universal (como Frankenstein e Lobisomem).

Sendo muito sinceros com vocês, nós simplesmente não gostamos dessa temática mais sombria e assustadora. Além disso, pensando de forma prática em um roteiro de apenas um dia focado em uma criança de 4 anos, achamos que não faria o menor sentido gastar nosso tempo por lá. Preferimos concentrar nossa energia na magia e nas cores das outras áreas que o Samuel pudesse aproveitar de verdade e sem sustos.

O espetáculo The Untrainable Dragon (e a confissão do nosso cansaço)

Fomos então desbravar a deslumbrante área How to Train Your Dragon Isle of Berk e caminhamos direto para assistir ao show The Untrainable Dragon. O auditório do teatro é enorme, super confortável e a apresentação não demora muito, o que é perfeito para o tempo de atenção das crianças menores.

Se tem uma coisa que nos impressionou demais foi a qualidade da produção. Os painéis de LED no fundo do palco são incrivelmente bem feitos e trazem uma imersão fantástica para a história. Mas o ponto alto e indiscutível do espetáculo é ver o Banguela gigante voando bem por cima das cabeças da plateia. É o tipo de atração sensacional que deixa não apenas as crianças maravilhadas, mas os adultos também.

Porém, aqui vai a nossa confissão mais sincera sobre a maratona de parque em família. Eu (Rudi) acabei pescando e ficando com muito sono no meio da apresentação! E deixo claro que não foi culpa do show de jeito nenhum, pois ele é incrível e super dinâmico. Foi puramente o peso de acordar cedo e bater perna o dia inteiro que cobrou a conta bem na hora em que sentei naquela poltrona confortável no escurinho do teatro. Cansaço de parque é real, mas o show vale cada minuto!

Fyre Drill, Ministério da Magia e a divisão da família

Os cenários da área de How to Train Your Dragon são gigantescos e de cair o queixo. Eu e o Samuel resolvemos encarar a atração Fyre Drill, que são os barcos vikings equipados com canhões de água. O detalhe cômico é que nós fomos completamente encharcados antes mesmo de entrar no barco! Ainda na fila, os jatos de água dos outros visitantes já nos pegaram em cheio. Molha demais, então vá bem preparado!

Depois do banho no mundo dos dragões, precisamos dividir a família para otimizar o tempo no fim da tarde. Eu fui sozinho encarar as impressionantes duas horas de fila do simulador Harry Potter and the Battle at the Ministry. Confesso que não sou o maior fã da saga, mas preciso ser justo e reconhecer o trabalho impecável da Universal ali. A grandiosidade, o nível de detalhes da fila e os animatronics do Ministério da Magia são tão surreais que impressionam até quem nunca leu um livro do bruxo.

Enquanto eu estava em Londres, Carol e Samuel brincaram no Camp Viking (o enorme playground de madeira e cordas), onde o Sam gastou o resto da energia que tinha escalando tudo. Depois, eles voltaram para a área da Nintendo e foram na Yoshi’s Adventure, um passeio de carrinho super tranquilo e com uma vista linda, perfeito para relaxar no fim do dia com crianças menores.

A noite mágica, o golpe do Donkey Kong e os preços das lojas

Ver o Epic Universe anoitecer é uma atração à parte. A iluminação do Celestial Park e o grande carrossel brilhando trazem uma magia maravilhosa para o ambiente. Passeamos de novo pela área dos dragões que fica linda iluminada e fomos finalizar o dia lá no Super Nintendo World, brincando em mais um mini jogo interativo e aproveitando o visual noturno.

Para fechar com chave de ouro, resolvemos provar a sobremesa temática do Donkey Kong que vem no copo de souvenir. Sendo bem honesto com você (como sempre somos no canal), é um doce gostoso, mas não vale todo o hype e muito menos o preço exorbitante cobrado. Se eu pudesse voltar no tempo, compraria apenas o copo vazio de souvenir, que faria muito mais sentido para o nosso bolso.

Nas lojas, mostramos diversos itens no vídeo para dar uma noção da realidade financeira do parque (tinha camisa do DK por 75 dólares e balde de pipoca por quase 30 dólares). Mas como a nossa pegada é gastar com inteligência, a nossa única compra material do dia foi um lindo chaveiro de estrela de 13 dólares, que dei de presente para a Carol.

Saímos do parque exaustos, mas com a certeza de que o Epic Universe elevou o nível do entretenimento em Orlando. Tem seus pequenos perrengues de adaptação, mas a imersão entrega absolutamente tudo o que promete.

As boas de Epic Universe

  • Na área da Nintendo, a interatividade da pulseira com os mini-jogos foi, na nossa opinião, ainda melhor e mais divertida do que as próprias atrações!
  • O aluguel do carrinho com a Florida Plus foi a garantia de conforto e descanso para o Samuel aguentar as caminhadas pesadas.
  • O sistema de Child Swap e as Family Rooms são excelentes, especialmente quando combinados com a nossa estratégia de levar lanchinhos práticos na mochila.
  • Pular o Dark Universe foi um acerto imenso para o nosso perfil de viagem, pois otimizamos o tempo em áreas muito mais interessantes para a idade do Sam.

O que não foi tão bom

  • A desorganização total na checagem do cartão do hotel para o Early Park Admission (a confusão antes da escada rolante do Mario gerou um estresse desnecessário logo cedo).
  • A Pizza Desconstruída da Carol no Toadstool Cafe foi uma grande decepção (era literalmente uma sopa apimentada).
  • O valor excessivo da sobremesa do Donkey Kong, que entrega muito visual, mas não compensa pelo sabor nem pelo preço.

Investimentos de viagem e comilança

  • Pulseira interativa Power-Up Band: Pouco mais de 40 dólares.
  • Almoço no Toadstool Cafe (Mario Burger, Pizza desconstruída e prato Kids): 61 dólares e 73 centavos.
  • Sorvete do Donkey Kong: $18,99 mais taxas.
  • Chaveiro Estrela da Nintendo (presente para a Carol): 13 dólares.

Não deixe de assistir ao nosso vlog completíssimo no YouTube para viver esse dia lado a lado com a gente!

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Conta para a gente aqui nos comentários: se você tivesse que escolher apenas uma área do Epic Universe para passar o dia inteiro, seria a do Mario, a do Harry Potter ou a dos Dragões? Estamos curiosos para saber!

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